Conheça os rostos que inspiraram as personagens da Disney


Por Rafaella Britto –


Quem nunca sonhou em se juntar a Peter Pan e sua turma rumo a Terra do Nunca? E quem não se emociona com as canções de O Rei Leão? Tenha você mais de 20, 30 ou 50 anos - não importa. A magia dos clássicos Disney atravessa gerações e gerações.  

Mas você sabia que muitas das personagens mais populares de Walt Disney foram inspiradas em pessoas reais? O Império Retrô revela os rostos que inspiraram Branca de Neve, Cinderela, Malévola, e outras. 




BRANCA DE NEVE

A bailarina Marge Champion foi o modelo live-action para Branca de Neve (1937) (Fotos: Reprodução)


Já na década de 1930, Walt Disney utilizava-se da técnica live-action, que consistia na ação realizada por atores para servir de base aos movimentos e caracterização das personagens. 
Para viver a protagonista de seu primeiro longa-metragem, Disney escolheu a bailarina Marge Champion. Ainda adolescente, Champion foi descoberta por um olheiro do estúdio, que a viu em uma de suas aulas de balé e escolheu algumas garotas para participarem das audições. A jovem foi selecionada entre mais de 200 meninas que tentavam a sorte no papel da princesa solitária. “Inicialmente, na visão deles, a Branca de Neve se parecia com Betty Boop. Ela tinha olhos redondos, cílios grandes e uma cintura muito fina – coisas que eu não tinha”, contou Champion em entrevista à CBS.

A bailarina Marge Champion foi o modelo live-action para Branca de Neve (1937) (Fotos: Reprodução)

A caracterização visual de Branca de Neve consiste em lábios vermelhos e pele rósea, cabelos muito pretos e curtíssimos à moda dos anos 1930. Embora Champion tenha sido o modelo live-action para Branca de Neve, os desenhistas também trouxeram inspirações de outras famosas atrizes do período, como Norma Shearer e Hedy Lamarr.

A bailarina Marge Champion foi o modelo live-action para Branca de Neve (1937) (Imagem: Reprodução/Randar.com)

Champion também serviu de base para Dunga, o anãozinho “surdo” e trapalhão. “Eles puseram um casaco enorme em mim e me pediram para fazer o Dunga por uma hora e meia. E eu fiz um ótimo Dunga.” Mais tarde, em 1940, a bailarina foi a Fada de Pinóquio e a Hycinth Hippo de Fantasia.



A bailarina Marge Champion em uma rara filmagem colorida dos bastidores de Branca de Neve (1937) (Imagem: Reprodução/Tumblr)



CINDERELA E AURORA

A atriz Helene Stanley, modelo live-action de Cinderela (1950) (Foto: Reprodução)

Cinderela (1950) e Aurora (de A Bela Adormecida, 1959) tiveram seu modelo vivo na atriz e dançarina Helene Stanley. Desde 1942, Stanley figurava em musicais da Universal e MGM, e encerrou sua colaboração com Walt Disney em 1961, interpretando Anita Radcliffe em 101 Dálmatas.

A atriz Helene Stanley, modelo live-action de Cinderela (1950) (Foto: Reprodução)


Veja Helene Stanley como Aurora:





A principal inspiração para Aurora veio, entretanto, de Audrey Hepburn: a silhueta da atriz no filme A Princesa e o Plebeu (1955), com sua cintura finíssima e estilo ladylike, influenciou o figurino da Bela Adormecida. Um bustiê foi acrescentado para remeter à época do conto original (século 17).

Audrey Hepburn foi a verdadeira inspiração para a princesa Aurora (Fotos: Reprodução) 


ALICE

A atriz Kathryn Beaumont como Alice (1951) (Fotos: Reprodução)

Alice foi dublada pela jovem atriz de 13 anos Kathryn Beaumont, que também foi o modelo live-action para a personagem. “Fazer Alice foi um dos pontos-auge da minha carreira – e da minha vida”, contou. Descoberta pelo próprio Walt Disney em 1948, Beaumont também emprestou sua voz para Wendy, de Peter Pan (1953).


A atriz Kathryn Beaumont como Alice (1951) (Fotos: Reprodução)

Veja a atriz apresentando um raro making of de Alice no País das Maravilhas.






MALÉVOLA E LADY TREMAINE


Eleanor Audley como Malévola em A Bela Adormecida (1959) (Fotos: Reprodução)


Além do rosto anguloso, as sobrancelhas arqueadas, o orgulho e a disposição para a maldade, Malévola, a rainha má de A Bela Adormecida, e Lady Tremaine, a madrasta de Cinderela, têm algo mais em comum: a inconfundível voz de Eleanor Audley. A atriz, conhecida por suas personagens de caráter esnobe e invejoso, foi a dubladora e o modelo vivo das temidas vilãs.


Eleanor Audley como Lady Tremaine em Cinderela (1950) (Fotos: Reprodução)


SININHO


Tinkerbell (Peter Pan, 1953) foi interpretada por Margaret Kerry (Fotos: Reprodução)

A encantadora Tinkerbell, também conhecida como Sininho, teve inspiração na divertida atriz Margaret Kerry. À época com 18 anos e atuando no teatro e na TV, Kerry participou das audições da Fox e, ao final do seu número de pantomima de 3 minutos, foi selecionada para ser a fada minúscula de Peter Pan. “Trabalhar na Disney era o sonho de quase todo mundo que queria entrar para o cinema”, contou Kerry. “Foi mágico”.


Tinkerbell (Peter Pan, 1953) foi interpretada por Margaret Kerry (Fotos: Reprodução)



ARIEL E BELA

A atriz Sherri Stoner deu vida a sereia Ariel e, mais tarde, a Bela (Foto: Reprodução)


A heroína Disney foi reinventada no fim da década de 1980 e início de 1990 com Sherri Stoner emprestando seu corpo e voz às personagens Ariel (A Pequena Sereia, 1989) e Bela (A Bela e a Fera, 1991). “Foi uma grande experiência”, contou Sherri sobre interpretar a sereia.


A atriz Sherri Stoner deu vida a sereia Ariel e, mais tarde, a Bela (Fotos: Reprodução)

Bela traz características de atrizes da Old Hollywood, como Katharine Hepburn (que serviu de base para moldar o espírito livre e independente da princesa), Vivien Leigh, Grace Kelly e Audrey Hepburn.


Bela traz referências de atrizes clássicas de Hollywood, como Audrey Hepburn (Fotos: Reprodução)


POCAHONTAS

Pocahontas foi dublada pela atriz Irene Bedard, que serviu de inspiração para a personagem (Fotos: Reprodução)


A heroína índia Pocahontas foi inspirada na atriz Irene Bedard, conhecida por interpretar nativas americanas em filmes como Lakota Woman: Seige at Wounded Knee (1994), pelo qual foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Minissérie ou Telefime. Bedard é também a voz original de Pocahontas.  


Foto Capa: Reprodução



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Império Retrô

Criado em 2010 por Rafaella Britto, o blog Império Retrô aborda a influência do passado sobre o presente, explorando os diálogos entre moda, arte e comportamento.

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