10 lendas femininas do cinema mundial


Talento, beleza e intensidade que ultrapassam fronteiras. Conheça 10 lendárias atrizes dos cinemas de todo o mundo.

Estados Unidos – Katharine Hepburn

Eleita pelo American Film Institute como a maior estrela feminina de todos os tempos, Katharine Hepburn é a atriz com o maior número de Oscars em toda a história – Manhã de Glória (1933), Adivinhe Quem Vem Para o Jantar (1968), O Leão no Inverno (1969) e Num Lago Dourado (1981) -, além de colecionar outros importantes prêmios, como Emmy, BAFTA e Urso de Ouro. Ao longo de sua longeva carreira, que ultrapassou seis décadas, a atriz tornou-se conhecida por interpretar personagens que encarnam as transformações do papel da mulher.

França – Catherine Deneuve

Ícone eterno de beleza, Catherine Deneuve tornou-se conhecida por suas personagens frígidas e misteriosas em filmes como Repulsa ao Sexo (1965), de Roman Polanski, e A Bela da Tarde (1967), de Luís Buñuel. A atriz realizou produções ao lado de consagrados cineastas como Jacques Demy (Os Guarda-Chuvas do Amor, 1964), François Truffaut (O Último Metrô, 1980), Tony Scott (Fome de Viver, 1983), Lars von Trier (Dançando no Escuro, 2000) e Manoel de Oliveira (Um Filme Falado, 2003). Deneuve foi dez vezes indicada ao Prêmio César, tendo vencido por duas vezes – pelos filmes O Último Metrô (1980) e Indochina (1992). Por Indochina, foi também indicada ao Oscar de Melhor Atriz.

Brasil – Fernanda Montenegro

Consagrada atriz dos palcos e da televisão brasileira, Fernanda Montenegro fez sua estreia nas telonas em 1964, no filme A Falecida, de Leon Hirszman, adaptação da peça homônima de Nelson Rodrigues. Com seis décadas de carreira, foi a primeira – e, ainda hoje, a única – atriz latino-americana a ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz (Central do Brasil, 1999) –, e a primeira atriz brasileira a vencer o prêmio Emmy (Doce de Mãe, 2013). O filme O Amor nos Tempos do Cólera (2007), baseado no romance de Gabriel García Márquez, marca sua estreia em Hollywood.

Alemanha – Marlene Dietrich

Musa de Josef von Sternberg, Marlene Dietrich iniciou sua carreira no cinema mudo. Eleita pelo AFI como a 10º maior lenda feminina do cinema, a atriz alemã ascendeu ao estrelato em 1930 como a dançarina de cabaré Lola Lola no clássico O Azul Azul, que rendeu-lhe fama nos EUA. Foi indicada ao Oscar por Marrocos (1930) e ao Globo de Ouro por Testemunha de Acusação (1957).

Japão – Setsuko Hara

Principal atriz da era dourada do cinema japonês, Setsuko Hara tornou-se conhecida no Ocidente como a personagem Noriko nos três filmes que compõem a Trilogia de Noriko – Primavera Tardia (1949), Também Fomos Felizes (1951) e Era Uma Vez em Tóquio (1953) –, do diretor Yasujiro Ozu. Estrelou, ainda, filmes de outros consagrados diretores japoneses, como Akira Kurosawa (Não Lamento Minha Juventude, 1946, e O Idiota, 1951) e Mikio Naruse (Repast, 1951). A atriz, que nunca se casou, retirou-se misteriosamente das telas no início da década de 1960 e viveu anônima até sua morte, em novembro de 2015. No Japão, Setsuko Hara recebe o título de “Eterna Virgem”.

Índia – Sharmila Tagore

Uma das mais aclamadas atrizes indianas de todos os tempos, Sharmila Tagore iniciou sua carreira aos 13 anos de idade em O Mundo de Apu (1959), último filme da chamada Trilogia de Apu, obra-prima do consagrado diretor Satyajit Ray. Com Ray, fez outros importantes filmes como A Deusa (1960) e Nayak (1966). Ao longo das décadas de 1960 e 1970, Sharmila estabeleceu-se também como atriz de filmes comerciais, tornando-se estrela de musicais em Bollywood. A atriz é detentora dos maiores prêmios do cinema indiano, entre eles dois National Filmfare Award e dois Filmfare Award. Em 2009, foi escolhida como membro da Comissão Internacional do Júri no Festival de Cannes.

Inglaterra – Vivien Leigh

Vivien Leigh eternizou-se como a destemida Scarlett O’Hara em ...E O Vento Levou (1939) e, posteriormente, como a trágica Blanche DuBois em Uma Rua Chamada Pecado (1951), filmes pelos quais conquistou o Oscar de Melhor Atriz. Leigh e seu marido Laurence Olivier (Hamlet, 1949) formavam o mais famoso casal de atores shakespearianos dos palcos ingleses. No cinema, dividiram a cena em Fogo Sobre a Inglaterra (1937), 21 Dias (1940) e Lady Hamilton, A Divina Dama (1941).

Egito – Faten Hamama

Em atividade desde os seis anos de idade, Faten Hamama é também conhecida como a “Shirley Temple do Egito”. Hamama foi a primeira esposa do ator Omar Sharif (Lawrence da Arábia, 1962, e Dr. Jivago, 1965). Juntos formavam o mais icônico casal do cinema árabe e atuaram em seis filmes – incluindo The River of Love (1960), adaptação egípcia do romance Anna Karenina, de Tolstói. Hamama colecionou importantes prêmios no cinema árabe e foi indicada ao prêmio de Melhor Atriz em Cannes em 1951 por sua performance em Lak Yawn Ya Zalem (traduzido em inglês como Your Day Will Come).

Suécia – Liv Ullmann

Musa de Ingmar Bergman, Liv Ullmann atuou em dez filmes do diretor sueco, dentre eles as obras-primas Persona (1966), Gritos e Sussurros (1972) e Sonata de Outono (1978). Quatro vezes indicada ao Globo de Ouro, venceu por Os Imigrantes (1971) e pelo mesmo filme foi indicada ao Oscar. A atriz destaca-se, também, como cineasta: Faithless (2000), seu segundo filme como diretora, concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Itália – Anna Magnani

Considerada a maior atriz italiana desde Eleonora Duse, Anna Magnani iniciou sua carreira no teatro e estreou no cinema no início da década de 1930. Intensa e com estilo de atuação “vulcânico”, a atriz trabalhou ao lado dos mais aclamados cineastas de sua geração, como Vittorio de Sica (Teresa Venerdi, 1941), Roberto Rosselini (Roma, Cidade Aberta, 1945), Federico Fellini (L’Amore, 1948), Luchino Visconti (Belíssima, 1951), Jean Renoir (A Carruagem de Ouro, 1952) e Pier Paolo Pasolini (Mamma Roma, 1962). Em Hollywood protagonizou produções de sucesso como A Rosa Tatuada (1955) – pelo qual conquistou o Oscar de Melhor Atriz – e Vidas em Fuga (1959). 

Fotos: Reprodução

Império Retrô

Criado em 2010 por Rafaella Britto, o blog Império Retrô aborda a influência do passado sobre o presente, explorando os diálogos entre moda, arte e comportamento.

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